Eu amo a minha filha
A nossa família é a razão do meu
viver
O que nos falta fazer?
Quem pode nos responder?
Quando recebi o
convite da Renata para dirigir Coisas que
a Gente não Vê a alegria não poderia ser maior. Estava com um filho de dois anos e louca de
vontade de fazer um espetáculo infantil. E um texto da Renata Mizhari então,
era presente duplo.
Quando botei os olhos e
ouvidos na história de Yasmin fui de um fôlego só até o final e me encantei. Rimas,
choros, risos, ritmo: música. Coisas que
a Gente NãoVê não é um musical à toa, ele precisa ser.
É uma história simples
até, passada em um dia de domingo. Mas como as melhores coisas simples da
vida... vai fundo em questões universais.
Os motivos podem ser
os mais diferentes possíveis do que vemos em cena – mas qual pai ou mãe nunca
se viu tonto em meio a uma choradeira sem fim? Quem nunca pensou em ‘jogar a
toalha’ e se perguntou numa mistura de desespero e amor: “Mas o que é que está
errado? O que é que eu posso fazer pra mudar?”
E quem nunca, quando
criança, sentiu medo do que estava sentindo e não sabia como fazer para parar?
Esta peça fala sobre
as dificuldades de comunicação entre pais e filhos, e também de cada um com o
mundo ao seu redor. Quando a gente não
ouve ou não quer ouvir, não vê ou não quer enxergar. Quando a gente não diz ou
não encontra as palavras de dizer. Mas também que, quando nada parece ter
solução, existe a opção de aceitar ajuda e mudar. E aí tudo pode acontecer –
até mesmo o desejado final feliz, onde as coisas se resolvem como num sonho
bom.
E se o teatro é o
lugar do sonho, a vida também pode ser.
Agradeço a Renata pelo
lindo presente, agradeço à equipe tão parceira e talentosa. E meu agradecimento
sempre mais que especial aos atores maravilhosos – esses mágicos danados que
com amor, alegria e talento nos encantam e nos fazem Ver.
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