quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PALAVRAS DA DIRETORA- JOANA LEBREIRO


 

Eu amo a minha filha
A nossa família é a razão do meu viver
O que nos falta fazer?
Quem pode nos responder?

 
Quando recebi o convite da Renata para dirigir Coisas que a Gente não Vê a alegria não poderia ser maior.  Estava com um filho de dois anos e louca de vontade de fazer um espetáculo infantil. E um texto da Renata Mizhari então, era presente duplo.

Quando botei os olhos e ouvidos na história de Yasmin fui de um fôlego só até o final e me encantei. Rimas, choros, risos, ritmo: música. Coisas que a Gente NãoVê não é um musical à toa, ele precisa ser. 
 
 

 
É uma história simples até, passada em um dia de domingo. Mas como as melhores coisas simples da vida... vai fundo em questões universais.

 
Os motivos podem ser os mais diferentes possíveis do que vemos em cena – mas qual pai ou mãe nunca se viu tonto em meio a uma choradeira sem fim? Quem nunca pensou em ‘jogar a toalha’ e se perguntou numa mistura de desespero e amor: “Mas o que é que está errado? O que é que eu posso fazer pra mudar?”

 
E quem nunca, quando criança, sentiu medo do que estava sentindo e não sabia como fazer para parar?




 

Esta peça fala sobre as dificuldades de comunicação entre pais e filhos, e também de cada um com o mundo ao seu redor.  Quando a gente não ouve ou não quer ouvir, não vê ou não quer enxergar. Quando a gente não diz ou não encontra as palavras de dizer. Mas também que, quando nada parece ter solução, existe a opção de aceitar ajuda e mudar. E aí tudo pode acontecer – até mesmo o desejado final feliz, onde as coisas se resolvem como num sonho bom.

 
E se o teatro é o lugar do sonho, a vida também pode ser.

 
Agradeço a Renata pelo lindo presente, agradeço à equipe tão parceira e talentosa. E meu agradecimento sempre mais que especial aos atores maravilhosos – esses mágicos danados que com amor, alegria e talento nos encantam e nos fazem Ver.



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